mara, a doce escrava do rei


02/02/2008


minha carne esta inquieta, busca Tuas mãos, Teu dominio... clama que adentres em mim, me queimando por dentro, arrancando-me o pudor.... meu coraçãp acelera à lembrança daquilo que nem conheço, mas que pulsa em mim e me faz tremer... meu leito conheçe meu gemido, meus suspiros, meu ardor... meu leito desvenda-me a cada noite em que nele me aconchego... ele me toca suavemente, me acaricia, me chama pelo meu nome... meu leito conheçe meu clamor....

Escrito por doce às 16h28
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01/02/2008


minha pele precisa da Tua, meus labios precisam dos Teus...minha liberdade de Tuas cadeias...  meu doce do Teu chicote...

Ata-me com Tuas cordas e possui minhas entranhas, acende meu cio, e faz fluir minha entrega...

Canaliza sobre mim  Teus desejos ocultos, Teus sonhos secretos...

Faz secar minha saliva, umedece minha terra...

Dilacera minha carne, me marca com Tuas brasas... partindo-me faz-me inteira e consome o meu querer...

Possui o meu tesouro, me aprisiona na Tua cela...

Sejam tuas correntes minha amigas, e Tuas algemas minhas irmãs, Teu chicote meu companheiro, Teu prazer minha vida...

(postagem dedidaca a um Senhor, que desvendou meu segredo e acariciou minha alma com a Sua voz)

Escrito por doce às 16h48
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Minha alma esta quieta, contemplo a terra que me rodeia, ouço as vozes dos que me falam,  dos que gritam ao longe, ouço a voz dos meus sonhos e desejos que não se calam... adormecem em mim, mas despertam para comtemplar o horizonte, para regar a terra e deixa-la umida, para que se aqueça qdo o sol chegar..

caminham comigo ate as montanhas para espiar o horizonte... ouço o silêncio, ouço os gemidos presos, so não ouço tua voz... so não ouço teu estalar... gentil te espero, pois não ha mais pressa... cessou o ruido na senzala...

minha alma é doce, mas minhas palavras são duras, meu olhar verte amor, mas contempla tua alma... sei que és e so tua sabes quem eu sou...

teu estalar mudo me persegue a cada dia, me rasgando a alma e poupando a carne que clama... que se incendeia que treme de desejo por ti...

 com os pes descalços trilho a terra, e cuido do meu tesouro para que entregue qdo vieres tomar o que é teu...

pertenço a ti mas não te vejo, nem te escuto, nem te percebo...

pertenço as correntes, as masmorras, as senzalas...

o ferro quente me acalanta e consola, o chicote me rasga e faz inteira...

os grilhoes da servidão me libertam...

minha alma esta quieta e quente...  meus desejos umedecem a terra

Escrito por doce às 14h03
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