Minha alma esta quieta, contemplo a terra que me rodeia, ouço as vozes dos que me falam, dos que gritam ao longe, ouço a voz dos meus sonhos e desejos que não se calam... adormecem em mim, mas despertam para comtemplar o horizonte, para regar a terra e deixa-la umida, para que se aqueça qdo o sol chegar..
caminham comigo ate as montanhas para espiar o horizonte... ouço o silêncio, ouço os gemidos presos, so não ouço tua voz... so não ouço teu estalar... gentil te espero, pois não ha mais pressa... cessou o ruido na senzala...
minha alma é doce, mas minhas palavras são duras, meu olhar verte amor, mas contempla tua alma... sei que és e so tua sabes quem eu sou...
teu estalar mudo me persegue a cada dia, me rasgando a alma e poupando a carne que clama... que se incendeia que treme de desejo por ti...
com os pes descalços trilho a terra, e cuido do meu tesouro para que entregue qdo vieres tomar o que é teu...
pertenço a ti mas não te vejo, nem te escuto, nem te percebo...
pertenço as correntes, as masmorras, as senzalas...
o ferro quente me acalanta e consola, o chicote me rasga e faz inteira...
os grilhoes da servidão me libertam...
minha alma esta quieta e quente... meus desejos umedecem a terra