mara, a doce escrava do rei


10/09/2007


não me ofereça flores, pois quero espinhos, não me ofereça teu amor porque não preciso dele, não me visite com teu abraço pois quero teu chicote, não me acarice com tuas mãos, não me deseje como mulher, não queira que te conte nada, não me escute, não me consulte, não pergunte nada, nem me considere.

não queira saber do que gosto, nem queira fazer amor comigo, pois não quero te amar, não quero saber de ti, não quero me sentar ao teu lado, não quero que me afagues o cabelo, nem que me deixes livre.

não me interesso por vc, quem és, como pensas, o teu passado nem teus sonhos, so quero que me amarres, que me ponha de joelhos, que me puxe os cabelos, que sustente teu chicote, que me mantenha imovel, que não se impressione com minhas lagrimas nem que se satisfaça com meu sorriso...

so quero que sejas um feitor, so quero ser tua escrava, so quero que me possuas, que me faça servir-te.

so quero que ouça minha voz e a deixe passar, so quero que sejas forte e não se deixe seduzir, so quero que entenda que vou te desafiar, que quero ser escrava do rei.

so quero que percebas que doce não é meu nome, doce é o que esta escondido em mim, longe do que ves o percebes, quero que saibas que mara é meu nome e doce não é minha virtude.

quero que saibas que sou egoista, fria e calculista, e que submeter-se é meu desejo.

quero que saibas que não quero o que é facil, não quero que realize meu desejo, pois não quero me submeter quero ser partida, rasgada, quero que va alem, que tuas correntes sejam fortes, que tuas mãos sejam habeis, que tua voz seja profunda e teu olhar determinado.

não preciso de voce, preciso do chicote, não preciso do teu abraço, preciso das correntes, não quero ir aos bares, quero morar na masmorra, não quero que me consulte mas que me use apenas.

não quero te dizer nada, não quero que me entenda, nem que me compreenda.

quero me castigue, que me torture.

não quero que me satisfaça, mas que deixe meu gozo fluir pelo chão, não quero que me poupes nem me deixe descansar, se dormir que me acorde.

não me acorde com um sorriso, me acorde com o estalar do chicote, com o frio das correntes

não quero tua coleira, quero tua marca feita com ferro e fogo.

não sou cadela mansa, sou uma serpente.

não sou um anjo sou uma peste.

naõ se iluda se te obedeço, não se alegre se te sirvo.

isso é facil, é simples é so uma mascara.

o que queres esta escondido, bem guardado, e vigiado.

me me ocultes, me exponha

não erre meu nome e não me confunda, não me de conselhos, não me ensine.

não se comova com a alvura e suavidade de minha pele, pois sou aspera e seca.

não acredite na minha expressão. não se engane a meu respeito.

me coloque aos teus pes, me domine, seja homem, seja rei, pois quero ser tua escrava

Escrito por doce às 10h39
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