mara, a doce escrava do rei


15/07/2007


que adianta escrever são so palavras que não me curam,

quem me dera ser poeta, mas eles choravam

ou um pintor, para colorir os traços de minha saudades sem cor...

quem me dera Teu carinho, so mais um dia..

quem me dera não ter coração, não ter alma, não ter dor...

quem me dera ter retido para mim o que entreguei para Ti

quem me dera ser levada pelo vento, e morar numa estrela...

bem longe, distante e fria..

quem me dera ser má como as megeras, ser fria como a morte..

quem me dera sentisse so odio, quem me dera uma nova vida

uma vida de paz, de afetos...

quem me dera uma vida linda como meus cabelos, como os cachos que cobrem minha cebeça,

quem me dera uma vida pura como minha esperança, q antes de morrer me deixou um aviso

quem me dera fugir da cidade e morar no moro, e fugir do morro e morar no mar, e nadar como os peixes

e voar como os passaros, e não deixar memoria entre os viventes..

deixar quem sabe um nick e nada mais..

quem sabe um sorriso e nada mais

te espero em vão pq sei que não viras,pois minha voz ja não é musica, meu anelo ja não é prazer.

meu ser tornou-se em fardo, minha entrega em enfado, meu beijo em despedida

quem me dera ser escrava do rei e habitar nas suas recamaras, e sentir o cheiro do seu castelo, do seu suor,

quem me dera ser escrava do rei, e sentie o seu chicote a cada dia, e permanecer amarrada a sua mesa

ai quem me dera ter minha carne marcada a fogo, minha boca amordaçada, andar nua pelos seus atrios e ser tratada pelos seus carrascos

quem me dera uma tenaz em fogo arrancasse meu desejo e o entregasse ao rei, para ser trancado

quem me dera ele me prendesse numa torre, e minhas noites fossem so entrega

quem me dera sentisse os seus pes em minha boca, a cada manha,

quem me dera ter meu sono interrompido pelas corentes e minhas lagrimas recolhidas na sua mão

ai quem me dera ser a doce escrava do rei

Escrito por doce_LE às 20h25
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