mara, a doce escrava do rei


15/06/2007


como uma canoa desamarrada,  afasto-me do ancoradouro.

solidão da partida de quem não sabe pq parte, mas sabe que precisa ir.

me despeço de vc, do teu olhar e da tua voz.

e parto lentamente percorrendo o caminho do abandono.

não estou triste, solitaria apenas, quieta apenas, congelada apenas...

não me toque simplemente retorne a mim, como quem nunca foi, e não me pergunte nada, nem queira saber pq choro.

pois estou fluindo de amores, vertento desejo, chorando a entrega, rasgando minha alma, e sujeitando minha carne a uma espera doida.

preciso de ti todos os dias, cada momento me lembrando que sou uma escrava e que não pertenço a mim mesma, pertenço ao meu sonho, pretenço as cordas, pertenço o chicote, pertenço ao dominio, pertenço as correntes.

Escrito por doce_LE às 16h37
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