como uma canoa desamarrada, afasto-me do ancoradouro.
solidão da partida de quem não sabe pq parte, mas sabe que precisa ir.
me despeço de vc, do teu olhar e da tua voz.
e parto lentamente percorrendo o caminho do abandono.
não estou triste, solitaria apenas, quieta apenas, congelada apenas...
não me toque simplemente retorne a mim, como quem nunca foi, e não me pergunte nada, nem queira saber pq choro.
pois estou fluindo de amores, vertento desejo, chorando a entrega, rasgando minha alma, e sujeitando minha carne a uma espera doida.
preciso de ti todos os dias, cada momento me lembrando que sou uma escrava e que não pertenço a mim mesma, pertenço ao meu sonho, pretenço as cordas, pertenço o chicote, pertenço ao dominio, pertenço as correntes.



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