
sinto fome, como um clamor,
como um clamor do preso, do esquecido, do angustiado,
como o clamor escondido nas expectativas, como clamor do desejo despertado, desejo que não sacia,
queria poder parar de clamar, mas se me calo, meus poros se fazem ouvir, minhas células se amotinam contra mim, em um mundo de sensações, de aflições e de desejos se apoderam do meu ser, da minha alma,
preciso de algo que me arranque este grito, que traga pra fora este berro,
pois o clamor não se calará,

o meu rei.
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