mara, a doce escrava do rei


12/04/2007


sinto fome, como um clamor,

como um clamor do preso, do esquecido, do angustiado,

como o clamor escondido nas expectativas, como clamor do desejo despertado, desejo que não sacia,

queria poder parar de clamar, mas se me calo, meus poros se fazem ouvir, minhas células se amotinam contra mim, em um mundo de sensações, de aflições e de desejos se apoderam do meu ser, da minha alma,

preciso de algo que me arranque este grito, que traga pra fora este berro,

pois o clamor não se calará,

 

Escrito por Doce às 19h53
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09/04/2007


o que não vi, não ouvi e não senti

 

não vi teu estalar meu amor, porque não vistes a mim,

não ouvi meus gritos pq não quiseste me tocar, não quiseste me rasgar,

não senti tua presença, nem meu sangue escorreu, nem meu doce fluiu,

me deixaste presa, engaiolada,

me prendeste no dia da minha liberdade,

e me largaste viva e quebrada pq não me partiste,

não sei por quanto tempo esperarei ainda por ti,

mas esperarei e vc vira  e me rasgara a carne, eu te ouvirei e teu dominio sera obsoluto,

neste dia me libertarei.

vem estala, me rasga,

 

 

Escrito por Doce às 20h30
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08/04/2007


 

eu vou ser a doce escrava do rei, e sei que esta convicção que me devora, é minha sina, é o leito por onde corre um rio de doçura, 

eu vou  ser toda tua,  ser tua escrava amada, tua força, tua alegria e coroa.

 cada dia é como uma faca q me recorta.

vou ser tua, ser tua escrava e que o Senhor sera o meu rei.

Escrito por Doce às 02h18
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