mara, a doce escrava do rei


16/03/2007


habitas entre os véus dos meus sonhos, ali eu te sinto, te percebo, me acolhes.

habitas onde só eu sei chegar, onde nem você sabe conhece o caminho.

ali reinas absoluto, como senhor do meu desejo, mestre da minha paixão,

dono da minha vida

ali minha entrega é doce fluí de mim e te toca, e te reverência

ali nos meus sonhos me vejo fluir aos pés,

me percebo como lago tranquilo so teu, para q vejas, para q se deleite, para que sorrias e seja feliz

ali me entrego a ti, senhor dos meus segredos

ali sou tua escrava

ali sou doce

ali é

meu rei

Escrito por Doce às 13h13
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

te desejo e espero por ti

Escrito por Doce às 12h12
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

15/03/2007


a doce solidão da escrava do rei

ontem a noite também choveu, e a chuva me fez compania, o céu chorou comigo, derramou-se junto com minha alma, em um lamento sem destino.

é o lamanto dos solitários, dos que não amam, dos desconhecidos.

é o lamento diante do luto, da perda, do fim.

é o lamento diante da traição, do destrato, do descuído, da mentira e da omissão.

é o lamento do escravo que recebeu alforria.

é o lamento do que parte sem querer ir, mas q parte pq ja não pode mais ficar.

esta vida é cheia de lamentos, de lacunas, de espaços, de alturas inatingíveis, de textos nunca lidos, de palavras perdidas.

é cheia de perigos, de enganos, de decepções, de desesperanças.

é cheia de gente, que se atropela, que se espera, que não se entende.

não existe nada maior do que esta vida, nada maior do que nossa alma, nada maior do que o amor que podemos sentir.

ele pode ser total, entregue e sofredor.

não existe nada maior do que trago na minha alma, do que ali foi colocado para fluir.

nada tão belo como a minha essência que as vezes quer fugir nas lágrimas do meu choro, na trsiteza da minha solidão, que se contempla, se disfarça e se esquece do que foi, pois foi só promessa, sem nunca ter sido.

 que se esquece de novo, que parte de novo, que sonha de novo, pois não pode parar de existir.

 

 

Escrito por Doce às 20h26
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]

Perfil

Histórico