ontem a noite também choveu, e a chuva me fez compania, o céu chorou comigo, derramou-se junto com minha alma, em um lamento sem destino.
é o lamanto dos solitários, dos que não amam, dos desconhecidos.
é o lamento diante do luto, da perda, do fim.
é o lamento diante da traição, do destrato, do descuído, da mentira e da omissão.
é o lamento do escravo que recebeu alforria.
é o lamento do que parte sem querer ir, mas q parte pq ja não pode mais ficar.
esta vida é cheia de lamentos, de lacunas, de espaços, de alturas inatingíveis, de textos nunca lidos, de palavras perdidas.
é cheia de perigos, de enganos, de decepções, de desesperanças.
é cheia de gente, que se atropela, que se espera, que não se entende.
não existe nada maior do que esta vida, nada maior do que nossa alma, nada maior do que o amor que podemos sentir.
ele pode ser total, entregue e sofredor.
não existe nada maior do que trago na minha alma, do que ali foi colocado para fluir.
nada tão belo como a minha essência que as vezes quer fugir nas lágrimas do meu choro, na trsiteza da minha solidão, que se contempla, se disfarça e se esquece do que foi, pois foi só promessa, sem nunca ter sido.
que se esquece de novo, que parte de novo, que sonha de novo, pois não pode parar de existir.