mara, a doce escrava do rei


08/03/2007


nada de novo

não ha nada de novo, nenhuma novidade, nada pra contar.

só minha alma q doí, q chora.

não vejo saída, nem há luz onde moro.

ja não posso ler, nem escrever. nem ouço mais sua voz.

ficou tão distante de mim tua mão, teu olhar, tua unção.

me mataram, persiguiram minha alma, me afastaram de ti, e entre nos colocaram um abismo.

te contemplo de longe, não ha luz, aos poucos se desmorona o túnel, e o ar se acaba.

ja viro´proverbio, ja viro lição, ja viro um exemplo.

queria voltar, queria tua paz sobre mim e tua mão.

não ha luz onde moro, nem ar onde vivo.

 

Escrito por Doce às 17h55
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doce final

eu sei q o fim está próximo, pois vivo ele a cada dia.

Por mais que tente viver fora dele, ele tem sido implacável para comigo, me lançando em rosto a cada dia a sua presença em minha vida.

Se acordo sei q ele esta ali, ao deitar está ali também, e não exite consolo, só saudades e ruptura.

Escrito por Doce às 07h58
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04/03/2007


tormento

Descobri q voce não existe, que somos nada, so palavras. Descobri q meus sentimentos mais nobres podem virar perolas, e estas serem sem do lançadas aos porcos.

Descubro lentamente q so meu sonho permanecera, q correra o dia, q passara o sol, q vira a lua, e nada mudara, so meu sonho permanecera.

Sonho como sonha uma menina, que olha para tudo e em tudo percebe um encanto, antes não tivesse vontade, antes meu querer nunca fosse despertado, era mais facil seguir so, se nunca tivesse tido compania. Era mais facil ir pelo caminho dos povos, se nunca tivesse me perguntado o porque, se não quisesse ir mais alem.

A mulher q buscava sonhos, encontrou sonhos. Encontro muitos sonhos aos pedaços, e despedaçou os que lhe restavam.

Por que um elo esta perdido e a corrente não se fecha, e o real é engolido pelo virtual, onde ninguem tem face, nem cheiro nem cor. São fragmentos de amizade, fragamentos de conveersas, pedaços de mim.

Um pouco em cada sala, um pouco em cada nick.

Um pouco agora neste texto, um pouco na despedida do que mais quis.

Não deu certo, pq o real foi devorado, pq o real foi substituido e deflorado.

Quem lera estes textos.

Ate voce é uma mentira. Ate vc é um engano.

Quero estar so, onde ninguem mais me alcance, com sua mentiras.

Onde eu possa ver o sol nascer e se por, e chorar minha tristeza, sabendo q havera outro dia, mas não mais esperança. Pq não quero mais esperar.

 

Escrito por Doce às 22h13
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datas

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Escrito por Doce às 17h04
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doce anelo

Queria ficar em silêncio, deixar as palavras ficarem mudas, aquietar minha alma, e me deixar conduzir, e fluir.

Sou como um bicho selvagem, que de longe espia o calor da lareira, que anela por aninhar-se aos pés de um dono, mas só aprendeu a morder. Não entende a mão q se levanta, não percebe o bem da disciplina, não consegue ser o que não é.

 Minha alma é rebelde, suave e doce.

Minha alma e meu corpo, dependem da coragem de um domador, que não espere o sim, mas que saiba arrancá-lo dos meus lábios.

Escrito por Doce às 17h04
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dor

Ao Meu Amado Mestre,

Quanta fraqueza tenho, pois meus fantasmas me assombram de dia e de noite. Eles trazem em seu seio adagas afiadas para machucar quem eu amo e não sei amar, quem eu quero e não sei querer, a quem me entrego sem saber me entregar.

A terra deve ser rasgada para surgir a beleza do cannon, para que meu Senhor ali se assente e encontre refúgio, paz e prazer.

Para q  veja a nascente da doçura, que fluirá para sempre, e sera só tua, para teu exclusivo prazer.

 

Escrito por Doce às 16h59
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o filho da solidão

havia um silêncio q pairava sob mim e me rodeava. Não era tristeza, era só um silencio, calmo, e gelado.

Um silêncio q incomodava os demais, pq parecia o silêncio triste dos tumulos, o silêncio tristes das despedidas. O silêncio das geleiras que expande seu mêdo, seu pavor.

Este é o silêncio habita em mim., é o filho da solidão. Não tente pensar em me fazer compania, este silêncio esta além do humano e me coloca fora do seu alcançe.

 

 

 

Escrito por Doce às 16h55
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Ao Meu Senhor,

Queria ver tua marca brotando da minha pele, de dentro de minhas entranhas, até que nada mais pudesse ocultá-la.

Que ela fosse gravada a fogo no meu olhar, nos meus lábios, nos meus gestos.

Que eles fossem libertos pelo teu domínio, e meu rio de doçuras fluísse aos teus pés, numa entrega q não conhece limites, q até de ser entrega se despojou,

Queria fluir aos teus pés, perdida de mim, do meu querer, do meu ser, para ser somente tua.

Escrito por Doce às 16h52
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chicote

Não conheço teu lamento, nem sei se te lamentas ou se simplesmente te permites ser ouvido, como quem corta o silêncio e a carne dividindo-os em duas partes.

Nem sei se é lamento, ou se é ordem solene, aviso da tua majestade.

Sò sei que teu estalar me persegue, como um aviso a cada dia, me acorda a cada manhã, me faz adormecer a noite.

Teu estalar me lembra quem sou e me diz quem tú és

Me desperta o desejo, me liberta de mim, para ser doce aos seus pés.

Escrito por Doce às 16h49
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escrava do rei

Como quem parte para uma terra distante, me despeço do que não conheço.

Me despeço dos meus sonhos, pq me deixei possuir por eles.

O clamor que não para, não encontra sua saída. o duro chicote não rasga a carne, e a fêmea chora aprisionada em si mesma.

Não se ouve o seu estalar, nem o grito da alma. o cheiro de suor e sangue não invadem a sala, e a fêmea perece aprisionada na própria carne.

Ah quem me dera ser escrava do rei, ter meu doce extraído no mais duro chicote, e meu corpo ungido pelas correntes.

 

 

 

 

Escrito por Doce às 16h42
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