meu sangue congela na fria noite em que me encontro... e me encontro só, pq só fui gerada, só trilhei minha historia, só esperei pelo teu chamado...
mas és Rei ja não moras mais na terra em que eu habito... minha habitação tornou-se em gelo, minha alma em pedra, meu anseio em medo, minha brasa em agua...
como agua flui sem rumo, sem lugar para ir.... esperei-Te calada, esperei-Te prostada, esperei-Te em sonhos... clamei por Ti no povoado, segui o rumo dos povos pensando que te seguiam... procurei Tuas pistas, Teus arautos... me despi das minhas vestes, me ungi de suaves aromas, enfeitei meus cabelos, adornei meus cachos, aqueci minhas entranhas... Te esperei meu Rei, mas não viste...
Meus olhos repousam no horizonte e sem brilho observam a poeria, e sem esperança sondam os movimentos.... os povos me conhecem, sabem que sou tua escrava, sabem que doce é minha entrega mas amarga tem sido minha prisão...
Amargo é hoje meu desejo, minha carne treme em vão, meus ouvidos buscar o estalar do teu chicote, meus punhos clamam por tua prisão... vem meu Rei, sou tua escrava...
muitos me conheceram mas ninguem me possuiu, me guardei para Ti....
Meu Rei... sou tua escrava, sou mara... sou doce.. sou a escrava do Rei.